Quase oito em cada dez trabalhadores brasileiros, o equivalente a 78,1%, afirmam estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o emprego atual, segundo dados da Sondagem do Mercado de Trabalho divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia. O índice representa o maior nível desde o início do levantamento, em junho de 2025.
Por outro lado, 6,1% dos entrevistados declararam estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos com o trabalho, menor percentual da série histórica. Outros 15,8% afirmaram ter uma posição neutra em relação à ocupação atual.
Principais motivos de insatisfação
Entre os trabalhadores que demonstraram descontentamento, a remuneração considerada baixa aparece como principal motivo, sendo citada por 60,5% dos entrevistados. Outros fatores mencionados incluem questões relacionadas à saúde mental, apontadas por 24,8%, e a carga horária elevada, indicada por 21,9%.
De acordo com o economista Rodolpho Tobler, a melhora nos indicadores está ligada ao desempenho recente do mercado de trabalho. Segundo ele, a redução da taxa de desemprego, com maior crescimento do emprego formal, além do avanço da renda, contribui diretamente para a percepção positiva dos trabalhadores.
Renda e despesas essenciais
O levantamento também identificou melhora na percepção sobre o poder de compra. A parcela de trabalhadores que considera a renda suficiente para cobrir despesas essenciais passou de 70,6% em dezembro para 71,8% em janeiro.
Apesar do cenário positivo, o economista avalia que a tendência para 2026 é de desaceleração do mercado de trabalho, acompanhando o ritmo mais lento da atividade econômica. Com isso, a satisfação dos trabalhadores pode continuar crescendo, porém em velocidade menor do que a registrada ao longo de 2025.
A coleta de dados da sondagem referente ao trimestre encerrado em janeiro foi realizada entre os dias 1º de novembro e 31 de janeiro.
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