André Mendonça acumula divergências em julgamentos no STF
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu, nesta sexta-feira (13), de delegados da Polícia Federal (PF), detalhes das investigações do caso Banco Master.
A reunião durou cerca de duas horas. Os delegados apresentaram um cenário geral da investigação e alinharam questões técnicas e procedimentais.
O encontro aconteceu um dia depois de Mendonça assumir a relatoria do inquérito do STF sobre o banco de Daniel Vorcaro.
Relatório PF
Nos próximos dias, a PF deve enviar um relatório com os principais pontos já levantados pelos investigadores ao novo relator do caso Master.
Uma das questões centrais a ser analisada pelo ministro é se há possibilidade de fatiamento da investigação, com o retorno de parte do inquérito para a primeira instância da Justiça para os fatos que envolvam investigados sem prerrogativa de foro.
Segundo informações apuradas pela TV Globo, a PF teria reunido material e menções a políticos com foro, o que justificaria a manutenção da investigação no STF.
Nova relatoria
Mendonça foi sorteado relator em substituição ao ministro Dias Toffoli, após a divulgação de notícias de um suposto elo do ministro com investigados do caso Master.
A ligação seria a empresa Maridt Participações, da qual Toffoli integra o quadro societário. De acordo com Toffoli, a Maridt Participações é uma empresa familiar dirigida pelos irmãos do magistrado.
A Maridt fez negócios com um fundo gerido pela empresa Reag, ligada ao Banco Master. A relação entre a Maridt e a Reag tem como ponto-chave o resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR).
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